Dois anos em coma, nenhuma memória, um nome numa ficha médica. Deveria agradecer pela sorte — foi o que me disseram.
Mas sorte não explica a mãe que nunca me visitou. Não explica o detetive de olhos verdes que some e reaparece com perguntas que eu deveria conseguir
Dois anos em coma, nenhuma memória, um nome numa ficha médica. Deveria agradecer pela sorte — foi o que me disseram.
Mas sorte não explica a mãe que nunca me visitou. Não explica o detetive de olhos verdes que some e reaparece com perguntas que eu deveria conseguir responder. E não explica por que, quanto mais eu descubro sobre quem eu era, mais alguém parece querer que eu pare de procurar.
Algumas identidades não se perdem. Elas são escondidas.
Quem você é quando não se lembra de nada?
Autora: Malu Paroni